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    sexta-feira, 9 de outubro de 2026

    Revitalização de um trator Ford 5030

    O trator agrícola New Holland 5030, fabricado em 1984, apresentava elevado grau de desgaste decorrente do tempo de uso e das condições de operação. Entre os principais problemas identificados, destacavam-se a corrosão do toldo e dos para-lamas traseiros, o desgaste e a deterioração da pintura, além da presença de arranhões e pequenas avarias na estrutura externa do equipamento.

    Diante desse cenário, surgiu a proposta de revitalização do trator, inicialmente motivada pelos docentes da área de Mecânica e Mecanização Agrícola do Departamento de Engenharia Agrícola (DEAGRI), posteriormente incorporada como atividade prática pelo grupo de discentes que realiza estágio na área. A iniciativa teve como objetivo não apenas recuperar as condições estéticas e funcionais do equipamento, mas também por ser considerado um recurso didático nas atividades de ensino relacionadas à mecanização agrícola.

    O processo de revitalização teve início com a desmontagem completa do equipamento, começando pela carenagem, cano de escape, direção, banco, toldo e suporte, braços e barras do sistema hidráulico e chicotes elétricos. Também foram retirados os pneus dianteiros e traseiros, assim como o sistema de arrefecimento. O trator permaneceu apoiado nos eixos dianteiro e traseiro.

    Foi realizada a limpeza do motor e da transmissão, seguida do lixamento das peças para receberem uma nova pintura. Foi utilizada a tinta original azul Ford no motor e na transmissão. Para o toldo, as rodas, os contrapesos e os para-lamas, foi utilizada a cor branca. 

     

    Após a secagem da tinta, iniciou-se a remontagem dos componentes do trator, como a direção, o toldo, o sistema hidráulico e os pneus traseiros e dianteiros. O banco foi totalmente refeito, recebendo nova espuma e revestimento em couro sintético.

    Também foi realizado um reparo no chicote do sistema elétrico, no qual havia cabos em curto-circuito. Foram trocados todos os adesivos da marca localizados na lataria do trator.

    Devemos agradecer o empenho do grupo formado por Antonio, Jailson, Allan, Luis, Julia e Hanna, pela dedicação e pela vontade de aprender. Certamente, eles tiveram uma experiência que poucos alunos têm a oportunidade de vivenciar: desmontar e montar componentes e acessórios de um trator.

    Dessa forma, a revitalização do trator New Holland 5030 representa uma ação de caráter técnico e educacional, na qual a recuperação de um equipamento agrícola foi associada à formação prática dos estudantes. O projeto evidencia a importância da integração entre ensino e prática na formação acadêmica, contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas e para a manutenção da infraestrutura didática destinada às atividades de ensino em mecanização agrícola.




    quarta-feira, 19 de agosto de 2026

     Você sabe por que ainda usamos HP e CV como   unidades de potência?

     Não sei se você sabia, mas o Brasil é signatário do Sistema Internacional de Medidas, o SI. Desde a assinatura do Decreto-Lei Nº 240, de 28 de fevereiro de 1967, que o Inmetro regulamenta e fiscaliza o uso exclusivo dessas unidades, tornando o quilowatt (kW) obrigatório para expressar potência, pois é a unidade oficial de física do sistema internacional.  Veja o exemplo do motor elétrico:


     Na placa encontrada na carcaça do motor, observa-se que primeiro vem a potência em KW e, entre parentes, HP-CV. 

               HP = Horse power = potência do cavalo  - unidade inglesa
               CV = Cavalo- vapor  - unidade métrica europeia


     










    E o CV- Cavalo a vapor?












    Veja que o valor numérico cai, mesmo sendo o mesmo motor

    Imagine um trator com um motor com 100 cv

    Neste caso, o valor da potência é  73,5 kW (100 cv)

    É fácil entender que, para quem vende, é melhor falar em cv ou hp, do que kW, pois o valor numérico é maior, mesmo sendo sendo a mesma motor. 








    sexta-feira, 24 de julho de 2026

    Como surgiu o termo quinta roda

         No século 19, os veículos de transporte de pessoas e materiais eram  carruagens e carroças, tracionados por tração animal (cavalos). O sistema de direção era feito através de uma dispositivo circular colocado no eixo dianteiro, que auxiliava esses veículos a fazerem curvas. 

    Como a carruagem já tinha quatro rodas, esse componente que tinha formato circular foi batizado de "quinta roda", devido, evidentimentr, ao seu formato.



        Os inventores amaricanos Charles Martin e Herman Farr adaptaram esse conceito de carroceria giratória para os primeiros caminhões motorizados, patenteando a Quinta Roda Oscilante Martin. O pedido de patente foi submetido em 1915 e finalizado em 1916, com Herman Farr como inventor e Martin como cessionário. Quando fundaram a empresa Martin Fifth Wheel, Martin era o presidente e Farr foi nomeado secretário. Eles substituíram o equipamento circular por uma placa de aço reforçada em forma de U, com um sistema de trava. O acoplamento a semireboques acontedia por meio de um dispositivo chamado pino-rei. Hoje, o nome permanece e é amplamente encontrado nos caminhões trator ou cavalos mecânicos, para o acoplamento de semirreboques, nas formas conhecidas: carretas, pranchões e implementos como doly, encontrados nos rodotrens.  Seja aplicado a caminhões comerciais ou grandes veículos recreativos rebocáveis, uma "quinta roda" se refere a qualquer reboque que se acopla a uma placa em forma de ferradura montada na carroceria de um caminhão trator (cavalo mecânico).

                                                         Quinta roda

     É atraves do pino rei que o semirreboque fica atrelado ao cavalo mecânico.



    Pino Rei


                                 Ele fica no semirreboque (carreta, prancha)


    A quinta roda pode ser encontrada no implemento chamado dolly, que tem a função de interligar o segundo semirreboque, como no caso do Rodotrem.

    Dolly


    Rodotrem canavieiro





                     Rodotrem, veículo formado por um cavalo mecânico 6x4, dois semirreboques, interligados por duas quintas rodas, uma no cavalo mecânico e a outra, no dolly. Capacidade de 74 toneladas de PBTC (Peso Bruto Total Combinado), com 9 eixos.

                Bitrem, veículo formado por um cavalo mecânico, dois semirreboques, interligados por duas quintas rodas, uma no cavalo mecânico,  e a outra, no primeiro semirreboque, que tem os eixos deslocados, o que permite a colocação da segunda quinta roda. O conjunto tem capacidade de 57 toneladas de PBTC (Peso Bruto Total Combinado), com 7 eixos.





    Cavalo mecânico com prancha

    A prancha está acoplada na quinta roda do cavalo mecânico, através do pino rei.

    Para o acoplamento, tanto as carretas como as pranchas têm elevadores acionados mecanicamente ou hidráulicos, para permitir o acoplamento.











    sábado, 11 de julho de 2026

      Qual a diferença entre uma grade aradora e um grade niveladora destorroadora?


    Grade aradora - implemento utilizada nas médias e grandes empreendimentos agrícolas, que faz o trabalho do arado, ou seja,  preparar o solo para instalação de uma cultura. Seus órgõs (discos) realizam o revolvimento do solo, o que propicia o aumento de volume, da macroporosidade, beneficiando a infiltração da água no solo e as trocas gasosas. Apresenta discos de maior diâmetro e em número menor, em duas seções, em "V" ou "off-set".

    Grade niveladora destorroadora - é um implemento agrícola que complementa a ação da grade aradora, pois ao passar destorroa os torrões, deixados pela grade aradora, nivelando a superfície do solo. Possui discos menores do que a grade aradora e em número maior. Pode apresentar dois formatos: com quatro seções, em "X" ou com duas seções, em "V".


              Grade aradora com controle remoto de arrasto, com duas seções, em "V"



           Grade niveladora destorroadora, com controle remoto de arrasto, com duas seções, em "V"


                 Grade niveladora destorroadora em "X", com 4 seções, montada.


        Na verdade, quando a grade passa vai destorroando e tem como efeito nivelar.