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    quarta-feira, 19 de agosto de 2026

     Você sabe por que ainda usamos HP e CV como   unidades de potência?

     Não sei se você sabia, mas o Brasil é signatário do Sistema Internacional de Medidas, o SI. Desde a assinatura do Decreto-Lei Nº 240, de 28 de fevereiro de 1967, que o Inmetro regulamenta e fiscaliza o uso exclusivo dessas unidades, tornando o quilowatt (kW) obrigatório para expressar potência, pois é a unidade oficial de física do sistema internacional.  Veja o exemplo do motor elétrico:


     Na placa encontrada em sua carcaça do motor, observa-se que primeiro vem a potência em KW e, entre parentes, HP-CV. 

               HP = Horse power = potência do cavalo  - unidade inglesa
               CV = Cavalo- vapor  - unidade métrica europeia


     








    E O CV?









    Veja que o valor numérico cai, mesmo sendo o mesmo motor

    Imagine um trator com um motor com 100 cv

    Neste caso, o valor da potência é  73,5 kW (100 cv)

    É fácil entender que, para quem vende, é melhor falar em cv ou hp, do que kW, pois o valor numérico é maior, mesmo sendo sendo a mesma motor. 



    sexta-feira, 24 de julho de 2026

    Como surgiu o termo quinta roda

         No século 19, os veículos de transporte de pessoas e materiais eram  carruagens e carroças, tracionados por tração animal (cavalos). O sistema de direção era feito através de uma dispositivo circular colocado no eixo dianteiro, que auxiliava esses veículos a fazerem curvas

    Como a carruagem já tinha quatro rodas, esse componente que tinha formato circular foi batizado de "quinta roda", devido, evidentimentr, ao seu formato.



        Os inventores amaricanos Charles Martin e Herman Farr adaptaram esse conceito de carroceria giratória para os primeiros caminhões motorizados, patenteando a Quinta Roda Oscilante Martin. O pedido de patente foi submetido em 1915 e finalizado em 1916, com Herman Farr como inventor e Martin como cessionário. Quando fundaram a empresa Martin Fifth Wheel, Martin era o presidente e Farr foi nomeado secretário. Eles substituíram o equipamento circular por uma placa de aço reforçada em forma de U, com um sistema de trava. O acoplamento a semireboques acontedia por meio de um dispositivo chamado pino-rei. Hoje, o nome permanece e é amplamente encontrado nos caminhões trator ou cavalos mecânicos, para o acoplamento de semirreboques, nas formas conhecidas: carretas, pranchões e implementos como doly, encontrados nos rodotrens.  Seja aplicado a caminhões comerciais ou grandes veículos recreativos rebocáveis, uma "quinta roda" se refere a qualquer reboque que se acopla a uma placa em forma de ferradura montada na carroceria de um caminhão trator (cavalo mecânico).

                                                         Quinta roda

     É atraves do pino rei que o semirreboque fica atrelado ao cavalo mecânico.



    Pino Rei


                                 Ele fica no semirreboque (carreta, prancha)


    A quinta roda pode ser encontrada no implemento chamado dolly, que tem a função de interligar o segundo semirreboque, como no caso do Rodotrem.

    Dolly


    Rodotrem canavieiro





                     Rodotrem, veículo formado por um cavalo mecânico 6x4, dois semirreboques, interligados por duas quintas rodas, uma no cavalo mecânico e a outra, no dolly. Capacidade de 74 toneladas de PBTC (Peso Bruto Total Combinado), com 9 eixos.

                Bitrem, veículo formado por um cavalo mecânico, dois semirreboques, interligados por duas quintas rodas, uma no cavalo mecânico,  e a outra, no primeiro semirreboque, que tem os eixos deslocados, o que permite a colocação da segunda quinta roda. O conjunto tem capacidade de 57 toneladas de PBTC (Peso Bruto Total Combinado), com 7 eixos.





    Cavalo mecânico com prancha

    A prancha está acoplada na quinta roda do cavalo mecânico, através do pino rei.

    Para o acoplamento, tanto as carretas como as pranchas têm elevadores acionados mecanicamente ou hidráulicos, para permitir o acoplamento.











    sábado, 11 de julho de 2026

      Qual a diferença entre uma grade aradora e um grade niveladora destorroadora?


    Grade aradora - implemento utilizada nas médias e grandes empreendimentos agrícolas, que faz o trabalho do arado, ou seja,  preparar o solo para instalação de uma cultura. Seus órgõs (discos) realizam o revolvimento do solo, o que propicia o aumento de volume, da macroporosidade, beneficiando a infiltração da água no solo e as trocas gasosas. Apresenta discos de maior diâmetro e em número menor, em duas seções, em "V" ou "off-set".

    Grade niveladora destorroadora - é um implemento agrícola que complementa a ação da grade aradora, pois ao passar destorroa os torrões, deixados pela grade aradora, nivelando a superfície do solo. Possui discos menores do que a grade aradora e em número maior. Pode apresentar dois formatos: com quatro seções, em "X" ou com duas seções, em "V".


              Grade aradora com controle remoto de arrasto, com duas seções, em "V"



           Grade niveladora destorroadora, com controle remoto de arrasto, com duas seções, em "V"


                 Grade niveladora destorroadora em "X", com 4 seções, montada.


        Na verdade, quando a grade passa vai destorroando e tem como efeito nivelar.