Que pena que a grande festa do AGRO, em Ribeirão Preto, tivesse essa repercussão política partidária desnecessária. A feira é um grande momento de congraçamento, envolvendo pequenos, médios e grandes produtores com a indústria da máquinas, implementos agrícolas e de todos os insumos agropecuários. A feira representa a grande oportunidade de apresentar novas tecnologias, novos avanços, com o objetivo de aumentar o rendimento dos produtores agrícolas. Muitos negócios são firmados na feira, através de bancos públicos e privados, permitindo que o agricultor tenha acesso ao que existe de mais moderno para a sua produção. É bom que se diga que o AGRO pertence a todos, os que produzem e aos que ganham com a compra de produto, pois de uma forma direta ou indireta tudo que é comercializado em uma feira é aplicado no campo e chega nas mesas dos brasileiros. Precisamos de todos, sem exceção. Que cada setor faça a sua parte e deixemos as contendas fora da feiras. O AGRO se identifica com porteiras e não com palanques. Que as organizações dos próximos eventos aprendam com esse episódio.
terça-feira, 2 de maio de 2023
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Roda com tanque de ar comprimido
A Bridgestone europeia apresenta a mais recente tecnologia combinada com o mais alto nível técnico dos pneus agrícolas VF, que leva em consideração a preservação do solo, a redução de combustível e o desgaste dos pneus. O pneu VT-TRACTOR foi projetado para trabalhar com pressão muito baixa. O sistema alia, além do pneu, uma roda que apresenta um núcleo com um compressor embutido. Na verdade, a roda funciona como um tanque contendo ar comprimido, sob uma pressão de 6 bar, que é utilizado na calibração do pneu, quando este estiver com uma pressão inferior a desejada para aquela condição do terreno, com um simples acionamento de um botão na cabine.
Segundo o fabricante, este sistema permite diminuir a pressão de insulflagem dos pneus em 1 bar, nas quatro rodas, em menos de um minuto. Nestas condições, o trator poderá desenvolver sua operações agrícolas trabalhando a uma baixa pressão, aumentando a área de contato , diminuindo, portanto, a compactação do solo e, em seguida, se deslocar pela estrada de acesso ao talhão com uma pressão maior, evitando o desgaste dos pneus e reduzindo o consumo de óleo Diesel.
VT - Pneus de tratores + Sistema calibragem remoto + roda com tanque de ar
Fonte: https://blog.bridgestone-agriculture.eu
domingo, 19 de fevereiro de 2023
Sensores na Agricultura
As máquinas agrícolas, confeccionadas com barras e chapas de ferro, com o passar do tempo e aos avanços tecnológicos vão se tornando cada dia mais tecnológicas. Mais equipamentos eletrônicos e softwares estão impulsionando a evolução agrícola, tanto no escritório quanto no campo. Esses avanços atendem às demandas por maior precisão na Agricultura 4.0. Para isso, as máquinas tiveram que ser adaptadas para a maior eficiência e menos esforço do operador. Nos tratores, colhedoras e implementos agrícolas são instalados sensores que se comunicam com centrais que captam os dados e os enviam para computadores que alimentam programas específicos que projetam em monitores as informações para as avaliações técnicas de Engenheiros Agrônomos e Agrícolas.
Os implementos agrícolas modernos estão cada vez mais sofisticados para permitir a otimização das operações agrícolas. Os elementos-chave deste desenvolvimento tecnológico são sistemas de medição. A medição de posição confiável permite movimentos controlados e eficientes de máquinas utilizadas nos processos de produção de uma cultura.
Nas operações que utilizam implementos como: - arado e grades, semeadoras, roçadoras, capinadoras, enfardadoras, colhedoras e sistema de irrigação, apresentam sensores de posição linear que permitem a integração inteligente de controles, para melhorar a confiabilidade por meio de monitoramento automatizado e evitar situações perigosas, ao mesmo tempo em que melhora a produtividade, a segurança e ergonomia.
Os sensores monitoram tubos de queda de sementes, tubos de descarga de fertilizantes além da rotação dos eixos de acionamentos.
Ex: Sensor com proteção IP69K
Ex: Sensor de rotação do motor
Fonte: https://www.doutorie.com.br/blog/sensor-de-fase-cmp/
sábado, 11 de fevereiro de 2023
Neste ano o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizará mais uma prova do Enade. Enade é um dos componentes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). A inscrição é obrigatória para ingressantes e concluintes de cursos de bacharelado, superiores de tecnologia e licenciaturas vinculados às áreas avaliadas.
O exame avalia o rendimento dos estudantes que concluíram cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares e o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, além do nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.
As inscrições no Enade começam no dia 27 de junho e terminam em 31 de agosto.
Lista de cursos
Eis os cursos de graduação que serão avaliados:
I – Áreas relativas ao grau de Bacharel:
a) Agronomia; l) Engenharia Florestal
b) Arquitetura e Urbanismo; m)
c) Biomedicina; n) Engenharia Química
d) Enfermagem; o) Farmácia
e) Engenharia Ambiental; p) Fisioterapia
f) Engenharia Civil; q)
g) Engenharia de Alimentos; r) Medicina
h) Engenharia de Computação I; s)
i) Engenharia de Controle e Automação; t)
j) Engenharia de Produção; U)
k) Engenharia Elétrica; v)
As provas serão aplicadas em 26 de novembro de 2023, a divulgação do gabarito ocorrerá em 8 de dezembro e a divulgação dos resultados no dia 10 de setembro de 2024.
A avaliação é obrigatória para alunos/as que tenham expectativa de concluir os estudos até dezembro de 2023, para estudantes de tecnólogos, ou julho de 2024, no caso de bacharelados e licenciaturas.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
8 profissões que têm vagas sobrando por falta de mão de obra no país
Está em dúvidas sobre qual carreira seguir? Conheça as oito profissões que têm vagas sobrando no Brasil e decole rumo ao sucesso.
De um lado, o desemprego e a saturação do mercado de trabalho em algumas áreas. Do outro, a grande oferta de vagas e a escassez de profissionais capacitados para preenchê-las. Por isso, essa matéria selecionou as oito profissões que têm vagas sobrando em nosso país.
Gostaríamos de lhe convidar para ler até o final para que você possa analisar qual das profissões citadas abaixo é a mais compatível com o seu perfil. Afinal, uma carreira de sucesso tem tudo a ver com escolha de uma função que tem uma alta demanda, não é? Confira.
Profissões que têm vagas sobrando
1) Analista de TI
Essa é uma das principais profissões que têm vagas sobrando. O Analista de TI é o responsável por planejar, projetar, configurar e administrar as complexas redes de computadores de uma empresa. Ele também oferece suporte técnico para todos os usuários.
Se você gosta dessa área e tem muita familiaridade com ela, o seu salário poderá ser de até R$ 4,7 mil por mês, dependendo das suas habilidades técnicas e nível de experiência na função.
2) Técnico em Enfermagem
Mais uma das profissões que têm vagas sobrando. A área da Saúde sempre teve uma alta demanda de profissionais. O Técnico em Enfermagem é aquele que presta auxílio para o Enfermeiro em todos os procedimentos que envolvem os cuidados com os pacientes, seja em clínicas ou hospitais.
Quem tem experiência nessa área ou sonha em investir nela, trabalho não vai faltar no futuro. O salário pode chegar a R$ 3,5 mil mensais, em um hospital de grande porte.
3) Técnico em Agricultura Digital
Esse profissional tem a complexa missão de aumentar a produção das fazendas em geral por meio da digitalização. Ele precisa ter um bom entendimento da área da Tecnologia da Informática (TI) e do funcionamento das práticas no campo.
Empresas do setor sempre estão à procura de Técnicos de Agricultura Digital capacitados e experientes. O salário pode chegar a R$ 5,9 mil por mês, dependendo das suas competências na área.
4) Engenheiro Agrônomo Digital
Responsável pela correta aplicação das tecnologias digitais no Agronegócio, esse profissional também precisa ter conhecimento sobre agricultura em geral, topografia e toda a dinâmica da produção agrícola em grande escala.
Se você gosta desse ramo e pretende atuar nele, poderá receber um salário de até R$ 7,5 mil por mês, dependendo da sua experiência, habilidades e, claro, do porte da empresa contratante.
5) Analista de Preços
Essa também é mais uma das profissões que têm vagas sobrando. O Analista de Preços faz uma minuciosa análise e definição dos preços dos produtos e/ou serviços de um negócio, com o objetivo de aumentar o faturamento mensal, garantindo uma maior margem de lucro.
Quem gosta dessa área e entende o funcionamento da dinâmica do mercado, pode ser dar bem nela. O salário pode chegar a R$ 5,3 mil mensais. E tem muita vaga por aí, tá?
6) Especialista em Segurança da Informação
Quando o assunto é profissões que têm vagas sobrando, essa não poderia ficar ausente da nossa lista. Esse profissional é o responsável por analisar todos os riscos relacionados à informação, cujo gerenciamento é feito por modernos sistemas e infraestrutura de TI de um negócio.
Se você tem afinidade com esse ramo e quer investir pesado nele, poderá ter um salário de até R$ 9,5 mil mensais, em uma startup de referência, por exemplo.
7) Vendedor de Sistemas de Energia Solar
Você é um entendedor nato sobre o funcionamento do complexo sistema de energia solar e dos produtos que fazem parte dele? Muitas empresas da área estão à procura de vendedores competentes e oferecem comissões atrativas para os mais capacitados.
O problema é que existem pouquíssimos profissionais que possuem conhecimentos técnicos específicos sobre esse ramo. A média de ganhos mensais pode chegar a R$ 10 mil, dependendo do volume de vendas e do porte da empresa contratante.
8) Profissões que têm vagas sobrando: Motoristas
O mercado de trabalho também está à procura de Motoristas que têm habilidades para transportar cargas em geral. Com caminhões e carretas cada vez mais tecnológicos, muitos desses profissionais acabam tendo uma grande dificuldade de lidar com as novidades e abandonam a profissão.
Se você gosta de tecnologia, tem carteira de habilitação na categoria E e sempre sonhou em se aventurar pelas estradas Brasil afora fazendo entregas dos mais variados tipos de cargas, trabalho não vai faltar tão cedo. A faixa de ganhos gira em torno de R$ 3,5 mil por mês.
E aí, o que você achou das profissões que têm vagas sobrando no país? Agora é escolher aquela que mais se identificar e dar adeus para o desemprego. Boa sorte.
https://concursosnobrasil.com/8-profissoes-que-tem-vagas-sobrando-por-falta-de-mao-de-obra-no-pais-3/
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
História
da Ford como primeira montadora de tratores do Brasil (1960 -1999)
O trator Ford nasceu quando Henry Ford fundou a Empresa
Henry Ford & Sons, com seu filho Edsel, em 1917. Essa empresa produziu um
trator com um propulsor de 4 cilindros, do ciclo Otto, que utilizava como
combustível o querosene. O trator foi concebido para trabalhar sem chassi,
sendo o motor ligado à transmissão através de parafusos, tornando-o mais leve. O
motor foi projetado com 1.0 L de cilindrada, capaz de desenvolver 20 HP a 1300
rpm. O trator recebeu o nome de Fordson, modelo “F”.
Fig.1. Trator Fordson, modelo “F”, em 1917
A empresa rapidamente se estabeleceu em Dearborn,
Michigan, USA, para atender uma demanda do governo inglês, para produzir 6000 tratores
que iniciaram a mecanização da agricultura, devido a escassez de mão-de-obra no
campo, a serviço do exército durante a 1ª guerra mundial. Para dar assistência
aos seus produtos, abre fabricas na Europa na cidade de Cork, Irlanda e em
Dagenham, Inglaterra, de onde foram comercializados produtos para vários países
do mundo.
Fig.2. Trator Fordson, modelo “F”, com partida a manivela
Em 1928, Henri Ford fecha as montadoras de Michigan e na
Irlanda, encerrando a produção do modelo “F”, por considerar a produção de
tratores secundária, dando prioridade ao seu negócio principal, a produção de
carros e utilitários. Reunidas elas montaram 755.278 unidades, sendo 747.681
nos EUA e 7597 na Irlanda. No ano seguinte, em 1929, inicia uma crise financeira
que obrigou o fechamento de muitas empresas nos EUA. No entanto, a fábrica de
Inglaterra continuou a produzir tratores, abastecendo o mercado europeu,
inclusive, exportando algumas unidades para o EUA, nos anos 30 e, principalmente,
em 1939, quando iniciou a segunda guerra mundial, onde havia escassez de mão de
obra nas fazendas.
Quando a guerra terminou, em 1945, a fábrica de Dagenham
produziu o trator Ford Major E27N, derivado do Fordson, modelo F, em duas
versões de motores, um motor a gasolina de quatro tempos, com 28,5 CV e outro
um motor Perkins Diesel com 45 CV. A produção terminou em 1951.
Fig.3. Trator Ford Marjor E27N
2.
Avanços tecnológicos
Com a saída da Ford na produção de tratores agrícolas, as
outras montadoras concorrentes, como a IHC - International Harvester Company continuaram
desenvolvendo seus tratores. A primeira grande mudança foi a tomada de
potência, desenvolvida pela IHC, a partir de 1918. Uma árvore giratória,
localizada na traseira do trator, propiciava rotação para o acionamento de implementos
que precisassem de rotação, como segadoras, roçadoras, etc.
Fig.4. Tomada de potência -
TDP
Fonte:www.wikihmong.com/en/Power_take-off
Outro desenvolvimento importante ocorreu em 1927, quando
Deere & Company lançou o elevador de força. Esse dispositivo permitia que o
implemento fosse levantado no final do talhão, através de uma alavanca,
permitindo manobras mais rápidas. Antes disso, o agricultor tinha que levantar
o implemento manualmente a cada volta, o que era uma tarefa demorada.
Um grande avanço ocorreu em 1932, com a mudança dos
rodados de aço por rodas com pneus de borracha inflados com ar, em 1932, nos
tratores Allis-Chalmers. Os pneus foram desenvolvidos pela Firestone.
Fig.5. Tratores Allis Chalmers, primeiros a utilizarem rodas
de borracha infladas com ar - 1932
Fonte:www.purplewave.com
e www.pinterest.com
3. A volta dos tratores Ford
O retorno de Henri Ford ao negócio de tratores agrícolas só aconteceu em 1939. A empresa fez um acordo de cavalheiros como o inventor Irlandês Harry Ferguson, que desenvolveu o engate hidráulico de três pontos. Oficialmente, a Ford Motor Company investiu para produzir um trator leve (1,06 t), que revolucionou o mercado, com o sistema de levante hidráulico de três pontos (Ferguson), que permitia o engate e o levante de um arado com duas aivecas, com potência na barra de 13 HP. Incluía, ainda, pneus de borracha, tomada de potência, bateria, dínamo e partida elétrica. O trator 9N foi lançado em 29 de junho de 1939. Em 1940, a participação da Ford-Ferguson já era de 14% no mercado de produção de tratores americanos.
A Ford lançou a série N no período de 1939 a 1952, três
modelos. A Ford utilizava o último dígito do ano de produção para cada modelo da
série N. O modelo 9N foi lançado em 1939 até 1942. Apresentava um capô em
alumínio fundido e chave de partida do lado direito do painel. Com motor a
gasolina e distribuidor montado na frente do motor O trator tinha a cor cinza,
pedais de freio em cada lado e direção com 4 raios
Fig. 6. ´Trator Ford
Ferguson 9N – 1939 – Retorno da fabricação da Ford nos EUA.
Fig. 7. ´Trator Ford
Ferguson 9N – 1939 – Cor cinza.

Fig. 8. ´Trator Ford
Ferguson 9N – 1939 – Retorno da fabricação da Ford nos EUA.
Fonte: www.mecum.com/lots/GP0817-300879/1939-ford-9n-aluminum-hood/
Em 1948, a Ford Tractor lança o 8N, com várias modificações,
como câmbio de quatro velocidades, embreagem no
lado esquerdo e pedais dos freios das rodas traseiras independentes no lado
direito. O modelo 8N (1948-1952) foi um
dos tratores mais comercializado nos Estados Unidos, com mais de 524 mil
unidades.
Fig. 9. Ford 8N foi montado de 1948 a 1952, nas
cores cinza e vermelho
Fig. 10. Ford 8N foi montado de 1948 a 1952, e um dos mais vendidos
Fig. 11. ´Trator Ford
NAA – Jubilee - 1953 e Emblema comemorativo .
Fonte: www.wallpapersafari.com/w/MGbjR0
No final de 1954, a Ford lançou a série 100. Primeiramente, foram lançados os modelos 600 e 800, depois os 700 e 900. O modelo 600 eram os NAA com algumas modificações. O modelo 800 eram mais altos, para comporta um tanque de combustível maior, além da maior potência e diferencial mais robusto. Na verdade, os modelos 700 e 900 eram versões triciclos dos modelos 600 e 800, respectivamente.
Fig. 12. ´Trator Ford
Série 100, modelo 600 - 1955
Fonte: www.pinterest.com
Fig. 13. ´Trator Ford
Série 601 Workmaster – 1958 -1961
Fonte: www.equipmentfacts.com/listings/farm-equipment/for-sale/194716587/1958-ford-601-workmaster
Em 1962, a Ford apresenta a série 1000, com os modelos 2000, 4000 e 6000.
Os tratores modelos 2000 e 4000 eram basicamente os mesmos tratores dos modelos
601 e 801, mas com uma grade levemente reestilizada.
Fig.14. ´Trator Ford
Série 4000 – 1962 -1964
Fonte: www.tratordata.com
1.
Trator
Em 16 de junho de 1955, o Governo Federal, com a assinatura do Decreto nº 39412, criou o GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística. No entanto, somente em 1959 é editado o Decreto º 47473, que instituiu o Plano Nacional da Indústria de Tratores Agrícolas, modificado pelo Decreto nº 50836, em 1961. Esse plano permitiu que fabricantes de automóveis com larga experiência em montagem em série, produzissem também tratores, mas teriam que apresentar proposta dentro do novo instrumento institucional. A ford foi uma das 10 empresas selecionadas pelo GEIA, para produzir tratores no Brasil.
Fig. 15. Linha de montagem dos tratores Ford 8BR
O trator Ford 8 BR ficou conhecido pelas cores verde e amarelo, em homenagem as cores da bandeira do Brasil.
Fig. 20. Trator Ford,
série 600, modelo 4600. Fig. 21. Trator Ford, série 600, modelo 4600.
Fig. 16. ´Trator Ford 8BR – primeiro trator montado no
Brasil – 1960 - restaurado
www.facebook.com/TratoresAntigosNoBrasil/posts/774917492557562/
Proprietário: José Artioli – Macatuba-SP
Fig. 17. Trator Ford 8 BR 4X2
O trator utilizava um motor Diesel, de 4 cilindros em
linha, sistema de alimentação com bomba injetora CAV, caixa de mudança de
marchas de engrenagens deslizantes, de 8 velocidades à vante e duas a ré,
tomada de potência e sistema hidráulico de três pontos, com índice de
nacionalização de 70%, em peso, que produzia 56 HP.
No ano seguinte, participou do II Salão do Automóvel de
1961, realizado nas dependências do pavilhão internacional do Parque do
Ibirapuera, em São Paulo, que contou com a presença do então presidente Juscelino
Kubitschek de Oliveira.
Fig. 18. Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em um trator Ford 8 Br, no II Salão do automóvel
em São Paulo – 1961. Fonte: blog showroomimagensdopassado
Em 1961, o trator 8BR atingia a marca de 88% de nacionalização
em peso. Segundo o Anuário da Indústria Automobilística Brasileira da Anfavea –
Associação dos fabricantes de veículos automotivos, foram produzidos 10.587
tratores pela montadora no período de 1960 a 1965.
Fig. 19. Pátio da
Fábrica do Ypiranga, com vários tratores recém montados - 1961
Fonte:www.tratoresantigos.blogspot.com
Semelhante ao que aconteceu em Michigan, nos EUA, em 1928, a filial do Brasil da Ford Motor Company, dos herdeiros de Henri Ford, após 6 anos de montagem e com participação de 22% do mercado nacional de tratores, suspende a produção do Ford 8 BR, em 1967, após produzir 12443 unidades.
Modelo | 1960 | 1961 | 1962 | 1963 | 1964 | 1965 | 1966 | 1967 |
Ford 8BR | 32 | 1247 | 3179 | 2541 | 2168 | 1420 | 1408 | 448 |
ANFAVEA
2. O retorno da montagem do trator Ford no Brasil
Passados 7 anos, a divisão de tratores da Ford retorna ao
mercado brasileiro, considerado em 1974, como o quinto maior mercado consumidor
de tratores do mundo. Em 1º de junho de 1976 a Ford inaugura, em São Bernardo
do Campo, a nova Fábrica de Tratores, com a presença do presidente da
República, Ernesto Geisel. Com terreno de 70 mil m2, área construída de 16.500
m2 e capacidade de produção de 20 mil tratores ao ano.
Na nova planta é lançada a série 600, com os modelos 4600 e 6600. Esses modelos apresentavam, respectivamente, motorização de 3 cilindros em linha, 3.3 L e 63 cv e 4 cilindros em linha, com 4.2 L e 79 cv a 2100 rpm.
Acervo particular
Nos
anos seguintes, com a expansão da mecanização agrícola, em novembro de 1981 a
Ford apresentava mais um modelo para preencher a linha 600, o modelo 5600 de 75
cv. Agora, o Ford 6600 era lançado com um novo motor diesel de 85 cv.
Acervo particular
A Ford tratores conseguiu ultrapassa a crise que passava
o setor agrícola, no período de 1977 a 1981, graças as exportações. Mas em 1983
os problemas externos também ajudaram a diminuir a produção.
Em
1984 a Ford apresenta a nova linha de tratores, serie 10, Geração II, composta
pelos modelos 4610, 5610 e 6610, com potências de 63Cv, 75Cv e 85Cv,
respectivamente.
Fig. 22. Trator Ford 4610, com motor de 3 cilindros, fabricado no Brasil, com potência 63 cv.
Fonte: Arquivo particular
Em
1986, a Ford Motor Company comprou a
Sperry-New Holland e tornou-se a Ford New Holland, nos Estados Unidos. No
Brasil, como a New-Holland tinha fábrica em Curitiba, onde fabricava colhedoras,
ficaram separadas, com a Ford, em São Paulo e a Ford New Holland, no Paraná.
Em 1987 a Ford lança o seu primeiro trator turbo no Brasil, o 7619 com 103 cv, com as opções de tração 4x2 e 4x2 com tração dianteira auxiliar - TDA.
Fig. 23. Trator Ford 7610, turbo, fabricado no Brasil, com potência 103 cv.
Fonte: Arquivo particular
A Ford New Holland ainda lançou a série 10, Geração III, em 1989, com pequenas modificações mecânicas de 1 cv de potência, nos modelos 5610 e 6610, que passavam a ter 76 cv e 86 cv, respectivamente.
Fig. 24. Trator Ford 4610, com motor de 3 cilindros, fabricado no Brasil, com potência 63 cv.
Fonte: Arquivo particular
Fig. 25. Trator 5610, com motor de 4 cilindros, fabricado no Brasil, com potência de 76 cv .
Fonte: Arquivo particular
Fig. 26. Trator Ford 6610, com motor de 4 cilindros, fabricado no Brasil, com potência 86 cv.
Fonte: Arquivo particular
Fig. 27. Trator Ford 7610, com motor de 4 cilindros, fabricado no Brasil, com potência 103 cv.
Fonte: Arquivo particular.
Também em 1989 foi lançado o trator Ford 7810 pela Ford New Holland, ainda como subsidiária da Ford Motor Company. Com um motor de 6 cilindros em linha, produzia uma potência de 112 cv a 1200 rpm e com torque máximo de 43 kgf.m a 1200 rpm. Provido de tração dianteira auxiliar (TDA), o que permitia que, quando acionada por meio de interruptor, o trator passasse a ter tração 4x4. Foi o trator de maior potência produzido pela Ford.
A motorização diesel Ford OHV 6401 aspirada,
de seis cilindros em linha, com cilindrada de 6.578 cm3, produzia 112
cavalos de potência a 2.100 rpm e 43 kgf.m de torque a 1.200 rpm. Esse trator oferecia
força de tração suficiente para tracionar implementos agrícolas de tamanho
médio, para o preparo do solo, semeadura e aplicação de calcário e gesso
agrícola.
Ford 7810 é econômico, prático e robusto utilitário agrícola de tamanho médio, com eixo alto e tração 4X4, para uso geral em propriedades rurais (agricultura e pecuária) e agroindústrias, fabricado em larga escala a partir de 1989 pela Ford New Holland, na época uma subsidiária da Ford Motor Campany dos Estados Unidos.
Fig. 28. Trator Ford 7810, com motor de 6 cilindros, fabricado no Brasil, com potência 112 cv.
Fonte: Arquivo particular.
Nos momentos de crise algumas empresas falem, outras são incorporadas.
Em agosto de 1990, a Ford Motor Company e o grupo Fiat da Itália anunciaram a formação de um “joint venture”, envolvendo suas operações mundiais de tratores e equipamentos industriais. A holding N.H. Geotech foi formada com 80% do capital da Fiat e 20% da Ford. Em 1992, novamente a Ford se retira desse segmento de mercado para concentrar seus recursos na sua principal operação - manufatura de automóveis.Os tratores Ford Serie 30 foram lançados em 1993, com a inauguração da nova fábrica da Ford/New Holland, em Curitiba-PR.
A nova série de tratores era composta pelos seguintes modelos, 4630, 5030, 5630,6630,7630,7830 e 8030, com potências, variando entre 63cv a 122 cv, tendo como novidade, a linha de motores Ford Gênesis, com 3 versões: 5.0 L, 4 cilindros, aspirado de 90 cv (que equipava o 6630), 5.0 L turbo alimentado, 4 cilindros, com 103 cv (que equipava o 7630) e, por fim, o 7.5 L de 6 cilindros, com 122 cv (que equipava o 8030).
Fig. 29. Trator Ford 8030 com 122 cv e 7.5 L de cilindrada, tração
4x2 com TDA.
Em 1994 são lançados os tratores de maior potência com o nome Ford, os modelos 8430, com 140 cv, o 8630, com 160 cv e o 8830, com 180 cv, todos com motores Fiat. Esses foram os últimos tratores Ford.
Fig. 30 Trator Ford 8630 com 140 cv , tração 4x2 com TDA e 160 cv.
Em 1999, a Geotech uniu-se à Case, dando origem à gigante mundial CNH. A partir deste ano foi retirado o nome Ford. No Brasil, os equipamentos produzidos pela CNH são comercializados sob as marcas Case e New Holland.
Comitiva Rural. Foto: Trator Ford 7610, turbo. Disponível
em:
https://comitivarural.com.br/produto/trator-ford-7610-acegua-57000-unidade.
Acesso em 11/01/2023.
Máquinas agrícolas e florestais – Ford tratores. Laxicarbrasil.
São Paulo. Disponível em: http://www.lexicarbrasil.com.br/ford-tratores/. Acesso em: 04/02/2022.
SHOWROOM IMAGENS DO PASSADO RESGATANDO HISTÓRIAS: Salão do
automóvel trinta anos de histórias – 3ª parte, 2010. Disponível em: https://showroomimagensdopassado.blogspot.com/2010/08/.
Acesso em: 04/02/2022
TRATORES ANTIGOS. Fotos Antigas: Tratores Ford 8-BR,
003/04/2011.Disponível em: http://tratoresantigos.blogspot.com/2011/04/foto-antiga-tratores-ford-8-br.html.
Acesso em: 02/02/2022.
WHITE, W. J. “Economic History of Tractors in the United States”. EH. Net Encyclopedia, 26/03/2008. Disponível em:
http://eh.net/encyclopedia/economic-history-of-tractors-in-the-united-states/. Acesso em: 04/02/2022.WHITE, W. J. “An Unsung Hero: The Farm Tractor’s
Contribution to Twentieth-Century United States Economic Growth.” The
Journal of Economic History, vol. 61, no. 2, Cambridge University Press,
2001, pp. 493–96, http://www.jstor.org/stable/2698032.
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